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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meus cães

Depois de alguns séculos sem postar, resolvi fazer uma coisa diferente e, ao invés de colocar tirinhas ou coisas assim, vou falar um pouco da minha relação com meus cães, pois estou vivendo um momento especial agora (fora a paternidade, mas isso é outra história, pra outro post). O primeiro cão que tivemos em Lavras foi um fox paulistinha mestiço, o Dober. Nervoso, fujão, mordedor de narizes incautos. Depois de alguns anos, seu destino foi o expurgo na fazenda do meu avô, o João-homem. De lá, sabe-se lá pra onde foi. Quando fugia lá de casa, eu ficava na porta chorando, com uma bacia de leite (dá um desconto que eu era criança...). Bem, o segundo cão foi o Iron, pastor belga, filhote do Maradona, de meus primos Thiago, Raphael e Pedro. Brincalhão e bonito. Tentei passear com ele uma vez, mas a corrente destruiu minhas mãos. Estava tão de lado na época que morreu (alguma dessas viroses, eu acho), que nem reparamos seu desaparecimento. Só ficamos sabendo de seu fim quando meu pai, gentilmente, falou depois do almoço: "O Iron morreu essa manhã."

Depois, veio o Xangô. Mestiço de labrador, collie e sei lá mais o quê. Cachorro bom também. Ficou meio brabo e foi levado pro sítio do meu pai, O bem virá. Lá, virou um leão, matava até sombra. Morreu de morte matada, azeitona na cabeça. Na república, já em Uberlândia, veio a Gota, filha de quem? Do Xangô! Linda, labrador mestiça, corpo preto e patas brancas com gotas pretas. Tentei adestrá-la, sem muito sucesso. Passeávamos com ela exporadicamente, na praça, na UFU. Brava quando precisava, gentil o resto do tempo. Depois que me casei (outro post, gente, em outro post) e meu irmão foi morar com minha cunhada, sobrou pra Gota, que voltou pra Lavras, pra casa dos meus pais. Depois de participar da morte da cadelinha de estimação de minha mãe, sítio. Lá, virou um leão, quer dizer, uma leoa... ainda é.

Um ano e pouco após meu casamento, resolvi que era hora de ter o cão da raça que eu sempre quis: Akita. Consultei a Alessandra e tudo bem. Pesquisa daqui, pesquisa de lá, descobri informações sobre a raça e sobre criadores. Depois, fui pesquisar se dava pra ter um em apartamento (morávamos num de uns 55m²). Daí, comecei a ler sobre adestramento. Descolamos a Otsu em São Paulo, com pedigree e tudo. Adestrei a bichinha, que só fazia suas necessidades na rua, dava a pata, buscava bolinha etc. Saía com ela 4 vezes por dia, mas cada saída durava só 5 minutos. Um pouco antes de nos mudarmos pra nossa casa, descobri, por um amigo dono de petshop, o tal do Adestramento Inteligente (quem conhece o Alexandre Rossi sabe do que se trata). A partir daí, comecei a entender melhor o funcionamento da mente do cão, aperfeiçoei o adestramento da Otsu e tal e coisa. Achava umas coisas meio estranhas (como a dificílima punição despersonalizada), mas tudo bem. Nos mudamos pra nossa casa e os curtos passeios diários com a Otsu foram pro beleléu.

Nasceu Yuri, nasceu Luana... eis que, vendo Animal Planet, conheço Cesar Millan. Aí o negócio ficou interessante. No próximo post conto os impactos desse reabilitador de cães na minha relação com a Otsu, com minha família...