quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Quem não sabe fazer, ensina"




Este post é para agradecer a gentileza feita pelo meu irmão em seu blog, que postou um vídeo ensinando a fazer maionese. Antes, por e-mail, havia me enviado um vídeo do Chef Ramsey ensinando a fazer maionese com processador de alimentos. Depois, vi outro progama ensinando a fazer mais ou menos do mesmo jeito. Conversei com meu irmão por e-mail e telefone. Comprei um fouet (porque não tenho processador), fiz mostarda caseira e enrolei uns 3 meses até tentar fazer a maionese. Deu errado: força demais, claras misturadas às gemas e o negócio ficou com cara de sorvete de creme derretido. Contei a "proeza" pro CH e ele, gentilmente fez o vídeo em seu blog. Pra quem não viu, clique neste link. Ontem, arrisquei novamente e acertei! Ficou boa a danada! Daí, me veio a frase que o chef Ramsey falou para uma das candidatas do programa "Hell's Kitchen", uma professora de culinária que colocou açúcar em um risoto: "Sabe o que dizem sobre as pessoas que não sabem cozinhar no nosso ramo? Elas ensinam!" Este post é pra discordar dessa ideia frouxa, que existe em vários ramos profissionais (músicos, atletas etc.). Meu irmão sabe fazer e sabe ensinar. A diferença entre a maionese-sorvete-derretido e a maionese-beléz foi o professor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Final feliz



Olá! Estou vivo! Estou vivo!
Hein?! Explico: saí com a Otsu ontem no final da tarde e 15 minutos depois estávamos quase em casa quando dei de cara com isso aí que tá na foto. Claro que não é esse rottweiler, mas é bem parecido. Virei a esquina e demorei alguns segundos para processar a imagem: aquele cachorrão de 40 kg que já latiu pra nós detrás de um portão estava ali, na rua, soltinho, soltinho. Quando me situei, já estava a uns 5 metros de distância dele. Bem, se detrás do portão o bicho já mete medo, imagine ali, face to face. A primeira vez que passamos na frente da casa e ele estava solto da garagem (nem sempre ele está lá), seus latidos cavernosos me congelaram a espinha. Da segunda vez, decidi fazer um duelo psicológico e fiquei uns 5 minutos parado, do outro lado da rua, esperando ele parar de latir. Demorou, mas parou e ficou até curioso ("Pô, não vai fugir não?!"). Depois disso, sempre que passávamos por lá ele já não latia, no máximo resmungava. Ontem o negócio foi mais emocionante. Assim que ele nos viu, parou, rabo levantado, durinho (dominância da braba). Eu, gelei: sigo em frente como se não estivesse acontecendo nada e morro dois segundos depois? ou volto como se não estivesse acontecendo nada e morro 5 segundos depois? ou fico parado aqui, mando a Otsu deitar e espero o bicho retroceder? Quem chutou C), acertou. Durante os 10 minutos que durou o perrengue ele não se aproximou, mas andou pela rua, parou do outro lado, sentou e ficou lá, olhando pra nós. Depois que uns 40% do medo tinham ido embora, resolvi me virar e dar a volta pelo outro lado do quarteirão, mais ou menos ao mesmo tempo em que ele se virava para cheirar o chão do outro lado. Cheguei em casa com o coração na boca e com mais uma história pra contar. Saldo da experiência: realmente, fugir não deve ser uma boa! Ser corajoso pode ser admirável, mas não conserva os dentes! Pelo sim, pelo não, ficar quieto na sua pode ser a melhor saída. E, no final das contas, não cedi espaço pra ele. Posso ter morrido de medo, mas até que não dei poder pro bicho (não avancei, mas também não recuei). Espero não ter que passar por isso de novo, mas acho que vai ser mais fácil (deusmelivre!).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Andando com a cachorrada 2



Oi, lembram de mim? Eu sou o Geninho!

Ok, fim da piada anos 80. Vamos ao que interessa: estamos na rua com nosso cão na coleira, passeando alegremente quando surge um cachorro soltinho da silva na rua, latindo e avançando em direção a nós! Céus, cadé o Superômi? O Batchimam? O Róbim? Eh... o Róbim, não, ele provavelmente iria fugir do cachorro... Tranquilidade, é tronks de enfrentar essas situações. Quase toda vez que saio com a Otsu tem um fela desses na rua. Sussa! Primeira coisa: pare de andar. Se continuar andando, ou pior, se correr, o cão da rua pode achar que você está fugindo, que é uma presa suculenta e entrar em modo de caça e aí já era, vai levar mordida (eu e a Otsu já fomos mordicados umas vezes, antes deu saber o que fazer). Parece mágica! O animal furioso que vinha em sua direção como uma flecha provavelmente vai parar e ficar com a maior cara (e rabo) de tacho: "Uai, era pra você fugir, pô! Que que eu faço agora?" Como todos fogem deles, sua expectativa é essa. Se você não foge e mostra que aquele espaço é seu, a maioria dos cães antipáticos vai parar. Alguns vão latir de longe, outros vão latir e avançar com mais cuidado. O negócio é ficar paradão lá, até o figura se virar e sair. E pode ter certeza, ele vai fazer isso. Daí, você escolhe: continua sua vida e vai andar na direção que estava antes ou anda em direção ao cão. O Cesar sugere o nº 2, porque daí você mostra que aquele espaço é seu. Por mim, o importante é fazer o que você se sente seguro pra fazer. O que não é recomendado é fingir que não está acontecendo nada e sair de fininho. Saiba que o outro cachorro vai partir pra cima. Se durante o acontecido, o seu cão ficar agitado ou mesmo agressivo, corrija-o. Ele não pode ficar agressivo. A ideia não é "peitar" o outro cão como quem diz "vem, vem que eu te arrebento!" Mas dizer "Ó, a rua é de todo mundo, eu quero e vou passar por aqui a hora que eu quiser. Tô nem aí pra ti, não vou te machucar, mas também não vou recuar. Vá cuidar da sua vida."

Dá certo, viu?! Agora, outra coisa que também não pode esquecer de fazer: recolher o cocô do seu bicho se ele fizer na rua. Ensinei a Otsu a fazer xixi e cocô na rua (pois morávamos em apartamento), então é só sentir o cheiro do asfalto que ela bota pra querbrar. Daí, visto uma sacola de supermercado biodegradável na mão, pego os presentinhos, fecho a sacola, coloco a embalagem em alguma lixeira e pronto! Ninguém vai chegar em casa fedendo merda de cachorro, tendo que limpar sola de tênis com escova de dente e palitinho...

Bem, tenho outras informações e dicas pra compartilhar. Se você, leitor(a) amigo(a), tiver alguma dúvida específica, escreva pra gente! Daí eu vejo se consigo responder e tals.